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Um terço de quem busca imóvel popular não tem dinheiro para a entrada

Postada em 21/10/2026 às 12:06:41
Um terço de quem busca imóvel popular não tem dinheiro para a entrada

Simulações de financiamento feitas na plataforma Morada.ai mostram que 31% dos interessados em imóveis populares não possuem nenhum valor para a entrada. Entre aqueles que têm recursos, a mediana corresponde a 1,3% do preço do imóvel. A unidade pesquisada custa, em média, R$ 298 mil, e o comprador dispõe de cerca de R$ 3.874, muito abaixo dos 20% geralmente solicitados nos financiamentos do Minha Casa, Minha Vida com a Caixa.

Entrada para imóvel popular: poucos chegam aos 20% exigidos
Apenas 3,1% dos interessados têm 20% ou mais do valor do imóvel para oferecer de entrada. O preço da unidade equivale a 5,7 anos da renda do comprador, sem considerar juros. Na cidade de São Paulo, a entrada mediana sobe para 1,8% de um imóvel de R$ 316 mil, equivalente a 5,2 anos de renda. Entre os paulistanos, 21,7% chegam à simulação sem qualquer recurso inicial, abaixo da média nacional.

Pró-soluto sustenta vendas, mas aperta o orçamento
Para fechar a diferença, incorporadoras financiam diretamente parte da entrada por meio do pró-soluto. Durante a obra, o cliente precisa conciliar esse pagamento com as demais parcelas da unidade. Como o crédito da incorporadora não conta com a garantia do imóvel, as empresas preferem receber o máximo possível antes da entrega das chaves, quando o risco de inadimplência pode aumentar.

Empresas reduzem exposição ao crédito direto
A Tenda informou que o preço médio da unidade vendida caiu 4,4% no terceiro trimestre, para R$ 231,2 mil, após reduzir de 10% para 7% o patamar de pró-soluto pós-chave. Segundo a companhia, a mudança reflete a inadimplência elevada; o Itaú BBA também relacionou a medida a novas exigências de crédito da Caixa. Subsídios do MCMV e de programas estaduais ajudam parte das famílias, mas se concentram nas menores faixas de renda e não cobrem todo o público. O subsídio pode chegar a R$ 55.000,00 nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, e até R$ 65.000,00 na Região Norte.

Poupança varia fortemente entre gerações
Pesquisa da Brain Inteligência Estratégica para a Abrainc, com pessoas de renda mensal acima de R$ 2,5 mil, mostra que apenas 3% da geração Z têm R$ 100 mil ou mais para a entrada. A proporção sobe para 18% entre millennials, 33% na geração X e 40% entre baby boomers.
Mesmo sem entrada no momento da simulação, o consumidor pode avançar na jornada, mas dependerá de poupança, apoio familiar, venda de bens ou crédito complementar.

CRECI: 34 708j

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Fonte: Site Portas.com.br

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