O Minha Casa, Minha Vida respondeu por 58% dos imóveis residenciais lançados no Brasil no segundo trimestre de 2026, noticia o Estadão. Foi a maior participação desde o início da série da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em 2019.
Das 107.161 unidades lançadas no período, 62.129 estavam enquadradas no programa. No primeiro trimestre, essa fatia havia sido de 50%.
Vendas também passam da metade
Entre abril e junho, o Brasil vendeu 113.676 imóveis residenciais novos.
Desse total, 58.392 pertenciam ao MCMV, o equivalente a 51%. No primeiro semestre, as vendas de todos os padrões chegaram a 226.536 unidades, avanço de 5,4% sobre igual período de 2025. Já os lançamentos ficaram praticamente estáveis, com recuo de 0,3%.
Crédito amplia o mercado atendido
O programa ganhou alcance com novas faixas de renda, limites de preço e condições de financiamento. Pelas regras atualizadas do Ministério das Cidades, famílias urbanas com renda mensal de até R$ 13 mil podem acessar a linha financiada. Na modalidade classe média, o imóvel pode custar até R$ 600 mil. As taxas nominais variam conforme renda, região e vínculo com o FGTS, partindo de 4% e chegando a 10% ao ano.
Incorporadoras ajustam estratégia
O avanço também reflete a retração do médio e médio-alto padrão, mais sensível ao crédito caro. Empresas como Trisul, Eztec, Lavvi, Melnick, Moura Dubeux e Tecnisa passaram a atuar no programa habitacional. A REM estreia no segmento em setembro com 513 apartamentos no Alto da Lapa e planeja um condomínio de 2,5 mil unidades no Jaguaré. A ADN prepara para 2027 um projeto de 700 apartamentos na Água Branca.
CRECI: 34.708J
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